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OpenAI – Em relatório divulgado neste mês, a criadora do ChatGPT alerta que a inteligência artificial pode eliminar funções em velocidade inédita e recomenda que empresas adotem a semana de 4 dias, sem reduzir salários, como antídoto para uma provável onda de demissões.
- Em resumo: Big tech propõe jornada de 32 h, fundo de renda universal e voz dos funcionários na implantação da IA.
Por que a semana de 32 h entrou no radar corporativo
A OpenAI sustenta que a automação de tarefas repetitivas liberará horas que deveriam ser “devolvidas” aos empregados. O documento, batizado de “Política Industrial para a Era da Inteligência”, afirma que setores inteiros serão remodelados e, por isso, defende testes imediatos com carga horária reduzida. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam que, só em 2025, 1,2 milhão de admissões ocorreu em ocupações suscetíveis à automação no Brasil, sinalizando o tamanho do impacto local.
Países como Bélgica, Islândia e Japão já conduzem pilotos semelhantes, e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que uma redução de apenas 10% na carga horária pode elevar a produtividade em até 5%, desde que acompanhada de programas de qualificação.
“Alguns empregos desaparecerão, e indústrias inteiras serão remodeladas”, alerta o relatório da OpenAI.
Fundo social e participação dos funcionários: o novo pacote de salvaguardas
Além da jornada enxuta, a OpenAI sugere um fundo que distribua parte dos ganhos econômicos da IA à população, independente de renda. Ideias semelhantes já foram defendidas pelo economista norte-americano Milton Friedman nos anos 1960 e reaparecem na discussão sobre renda básica universal.

A big tech pede ainda que trabalhadores tenham voz formal na adoção de algoritmos, evitando que a tecnologia fique restrita ao aumento de vigilância e pressionando a direcioná-la para remover tarefas perigosas ou exaustivas. A proposta inclui ampliar contribuições para aposentadoria e oferecer subsídios a quem cuida de crianças ou idosos, antecipando debates que já tramitam no Congresso dos EUA sobre atualização das leis trabalhistas.
O que você acha? Uma semana de quatro dias pode realmente proteger empregos ou só adiar o impacto da IA? Para mais análises sobre mercado e tecnologia, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / AFP





