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PARIS – Aos 88 anos, o neuropsiquiatra Boris Cyrulnik, reconhecido mundialmente como “pai da resiliência”, afirma que a vida muda de patamar aos 60: corpo, memória e emoções deixam de aceitar disfarces e passam a exigir coerência imediata.
- Em resumo: Para Cyrulnik, depois dos 60, iludir a si mesmo se torna biologicamente impossível.
Por que os 60 anos marcam um ponto de virada
Segundo Cyrulnik, a maturidade cerebral combina experiência acumulada com um sistema nervoso menos tolerante a contradições. O alerta ecoa pesquisas da Organização Mundial da Saúde, que apontam aumento de quadros ansiosos quando expectativas não se alinham à realidade nessa faixa etária.
O psiquiatra lembra que traumas não resolvidos podem ressurgir justamente nesse momento, exigindo suporte emocional estruturado.
“Aos 60 anos, não podemos mais nos enganar. O corpo, a memória e as emoções falam juntos, sem hesitação.” — Boris Cyrulnik
Resiliência: construção diária, não remédio instantâneo
Para Cyrulnik, resiliência é como um músculo: desenvolve-se com relações afetivas sólidas, senso de propósito e reinterpretação positiva dos eventos do passado. No Brasil, dados do IBGE mostram que a população com 60 anos ou mais já ultrapassa 14% dos habitantes, o que torna a discussão urgente em políticas públicas de saúde mental.

Programas de convivência e terapia comunitária, populares na Europa, reduzem em até 30% o risco de depressão em idosos, segundo o Atlas Mundial de Saúde Mental. Para o especialista, investir nessas práticas evita internações e melhora a qualidade de vida.
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Crédito da imagem: Divulgação





