Artemis 2 percorre 1,1 milhão km e pousa no Pacífico

NASA – Costa Sul da Califórnia/EUA, na última sexta-feira, a cápsula Orion encerrou uma jornada de 10 dias ao amerrissar suavemente no Pacífico e provar que o escudo térmico aguenta a fúria de uma reentrada lunar – etapa crucial para que humanos voltem a pisar na Lua.

  • Em resumo: Quatro astronautas regressaram após 1,1 milhão km, validando a Orion para o primeiro pouso lunar tripulado desde 1972.

Reentrada a 2.760 °C testou limite da nave

Durante 13 minutos, a Orion atravessou a atmosfera terrestre a mais de 40 mil km/h. O atrito gerou 2.760 °C de calor, formando um plasma que bloqueou comunicações e manteve o time de controle em silêncio tenso. Dados da agência espacial confirmam que o escudo térmico se manteve íntegro, marco essencial para certificação da cápsula.

Logo após o blackout, dois conjuntos de paraquedas reduziram a velocidade para 25 km/h, permitindo a queda controlada a 160 km da costa da Califórnia. Equipes da Marinha levaram cerca de uma hora para içar a cápsula e iniciar exames médicos nos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen.

“O sucesso da Integrity em condições de voo reais elimina o último gargalo antes de levarmos uma nova geração de humanos à superfície lunar”, comemorou a diretora do programa Artemis, Catherine Koerner.

Por que esse pouso muda o cronograma até 2028

O voo da Artemis 2 foi o primeiro teste tripulado do programa que sucede às missões Apollo. Diferentemente dos anos 1960, a NASA planeja estadias mais longas e a construção de uma estação em órbita lunar (Gateway). O objetivo oficial é realizar o pouso da Artemis 4 em 2028, usando o sistema Starship, da SpaceX, como módulo de alunissagem.

Segundo o Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA, o orçamento anual do programa chega a US$ 7,5 bilhões. A agência aposta no modelo de “exploração sustentável”, que envolve empresas privadas e parceiros como a Agência Espacial Canadense, que participa com o braço robótico Canadarm3.

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Crédito da imagem: Divulgação / NASA

Vinicius Balbino

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