Ibagué (Colômbia) – A equipe feminina de tênis do Brasil garantiu vaga no playoff mundial da Billie Jean King Cup e manteve vivo o sonho de disputar o Grupo Mundial em 2027. A classificação veio no último sábado (11), após duas vitórias contundentes sobre o México no duelo decisivo do Zonal I das Américas.
- Em resumo: Duas atletas de apenas 16 anos comandaram a campanha que manteve o Brasil invicto mesmo sem suas principais estrelas.
Como a juventude fez a diferença
No primeiro jogo da série, a paulistana Nauhany “Naná” Silva, nº 658 da WTA, precisou de apenas 56 minutos para atropelar Jessica Gomez por 6/1 e 6/0. Logo depois, a gaúcha Gabriela Cé virou sobre Victoria Rodriguez em quase três horas de batalha (4/6, 6/3, 6/3), selando o triunfo brasileiro em melhor de três partidas, formato oficial definido pela Federação Internacional de Tênis.
Além de Naná, outra adolescente brilhou ao longo da semana: a potiguar Victória Barros, nona do ranking mundial juvenil, somou pontos decisivos nos confrontos anteriores contra Chile, Peru e Argentina, todos vencidos pelo Brasil.
“Mesmo desfalcado de Beatriz Haddad Maia e Luisa Stefani, o Brasil foi dominante no zonal americano.” – Relatório oficial da Confederação Brasileira de Tênis
O que muda com o playoff de novembro
O playoff, marcado para meados de novembro, colocará as brasileiras frente a frente com uma das sete seleções derrotadas na fase qualificatória do Grupo Mundial. Se vencerem, as comandadas do capitão Robério Vasconcelos voltarão à elite do torneio após cinco anos de ausência, em um momento em que a modalidade cresce no país: dados do IBGE indicam aumento de 18% na procura por escolinhas de tênis desde 2020.

O desempenho recente contrasta com a última participação brasileira na elite, em 2019, quando o time caiu diante da Alemanha. Agora, mesmo sem suas líderes no ranking (Haddad Maia é 67ª em simples; Stefani é top 10 nas duplas), a seleção mostrou profundidade de elenco – um fator considerado crítico em competições por equipe, segundo estudo da Universidade de Queensland que analisou 12 anos de resultados na Billie Jean King Cup.
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