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Brasília – Num relatório divulgado recentemente, o Banco Central (BC) classificou o avanço da produtividade do trabalho no Brasil como “modesto” e advertiu que esse ritmo lento pode agravar pressões inflacionárias e tirar fôlego da economia caso a jornada caia de 44 h para 40 h semanais, como propõe a PEC que extingue a escala 6×1.
- Em resumo: Relatório do BC, debatido em transmissões da Record | Band, associa a mudança na jornada a um possível rombo de R$76,9 bi no PIB.
Produtividade em xeque: entenda o gargalo
Entre 2019 e 2025, a produtividade brasileira cresceu apenas 0,6% ao ano, puxada quase exclusivamente pela agropecuária, segundo o Banco Central. Excluído o campo, o ganho despenca para 0,2% ao ano.
Especialistas lembram que, sem ganhos de eficiência, cortar horas trabalhadas encarece a produção e pode ser repassado aos preços, sobretudo em setores que operam 24 h, como indústria e logística.
“A persistência do avanço modesto da produtividade, combinada à desaceleração da população em idade ativa, pode limitar o potencial de crescimento da economia”, avaliou o BC.
Menos horas, mais custo: projeção de R$76,9 bi
Estudo da Confederação Nacional da Indústria calcula que a redução para 40 h, sem corte salarial, eleva o valor da hora trabalhada e derruba até 0,7% do PIB — equivalente a R$76,9 bi. A CNI ainda projeta perda de competitividade externa, justamente num momento em que o Brasil ocupa apenas a 60ª posição entre 64 países no ranking de produtividade do IMD.
Do lado trabalhista, o ministro Luiz Marinho argumenta que grandes empresas já testam semanas mais curtas para melhorar qualidade de vida. A proposta em debate na Câmara prevê jornada máxima de 40 h, descanso 5×2 e manutenção dos salários, devendo passar pela Comissão de Constituição e Justiça na próxima semana.

Para analistas da Organização Internacional do Trabalho, reduções bem-sucedidas exigem investimento paralelo em tecnologia e capacitação, fatores que ainda avançam lentamente no país — apenas 21% das empresas brasileiras utilizam robótica ou automação avançada, ante 44% na média da OCDE.
O que você acha? A economia suporta uma semana de 40 h sem perder competitividade? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
