Grupo Molejo – O músico Willian Araújo, integrante da primeira formação do grupo, morreu aos 60 anos no último sábado, 12, deixando em luto os fãs e abrindo espaço para uma reflexão urgente sobre o ritmo exaustivo de artistas veteranos do pagode.
- Em resumo: Willian foi peça-chave nos hits que projetaram o Molejo nos anos 1990, como “Cilada”.
Ascensão meteórica e papel de Willian
No início da década de 1990, o Molejo rompeu as barreiras regionais do Rio de Janeiro com batidas bem-humoradas e letras que colavam na memória. Willian, à época percussionista, fazia parte do chamado “miolo criativo” da banda, responsável por sucessos que venderam mais de 3 milhões de cópias, segundo dados da Variety.
Em shows lotados, era comum o artista conduzir a famosa “roda de pandeiros”, momento que virou marca registrada do grupo e espalhou a estética do pagode descontraído pelo país.
“Descanse em paz, amigo. Sua batida seguirá viva em cada canção que tocarmos”, publicou o perfil oficial do Molejo nas redes.
Legado cultural e impacto no mercado musical
Especialistas em música brasileira apontam que o Molejo abriu caminho para o chamado “pagode festivo”, gênero que impulsionou um mercado de R$ 1,2 bilhão por ano, segundo levantamento da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI). Willian, como fundador, participou da gravação de pelo menos cinco álbuns de estúdio, entre eles o multiplatinado “Brincadeira de Criança”.

Além do impacto artístico, a morte do músico reacende discussões sobre a saúde dos profissionais da noite. Um estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro indica que artistas em turnê têm 35% mais risco de desenvolver problemas cardíacos devido a jornadas irregulares e alta exposição a estresse.
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