Rio de Janeiro – Vinte e um anos após lançar o álbum que a projetou, Céu voltou ao palco carioca do Vivo Rio com o show “Céu 20”, arrancando aplausos prolongados na última quinta-feira, 11 de abril.
- Em resumo: Artista celebrou o primeiro disco, anunciou transmissão pela Band e lembrou a recepção “de braços abertos” de 2005.
Bastidores do retorno: o que mudou desde 2005
Acompanhada por uma banda afiada, a cantora abriu a noite com “Lenda” e emendou “Malemolência”, pontuada pela citação do samba “Mora na Filosofia”. A direção artística é de Luiza Lian, que condensou o repertório para caber no cronograma do festival Queremos!
Entre uma música e outra, Céu destacou que a TV aberta exibirá trechos do concerto – transmissão confirmada pela Band –, ampliando o alcance da turnê comemorativa. Segundo levantamento da Variety, a participação de artistas independentes em grandes redes cresceu 35 % na última década, sinal de que o circuito alternativo ganhou visibilidade.
“Em 2005, o Rio me recebeu de braços abertos como o Cristo Redentor”, relembrou a cantora diante de um público que lotou o espaço.
Por que o disco ainda ecoa duas décadas depois
Lançado em 2005, “Céu” abriu caminho para a cena independente brasileira, então em plena ebulição. O trabalho rendeu indicações ao Grammy Latino e colocou a paulistana no radar internacional, coroação que viria com o prêmio de Melhor Álbum Pop Contemporâneo por “Tropix”, em 2016.
No palco, essa trajetória foi rememorada no bis: cada álbum pós-estreia ganhou uma faixa, com direito a duas de “Tropix” – “A Nave Vai” e “Varanda Suspensa”. O gesto reforçou a influência do disco inaugural: dados da plataforma Pro-Música Brasil mostram que 48 % das canções mais ouvidas de Céu em 2023 pertencem ao repertório de 2005.

Além do valor histórico, a noite serviu de termômetro para o mercado de shows. Levantamento do IBGE aponta alta de 12 % na receita de espetáculos musicais no estado do Rio entre 2022 e 2023, tendência que o festival Queremos! ajudou a consolidar ao reunir nomes como Fernanda Abreu, Soul II Soul e Gaby Amarantos.
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