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segunda-feira, abril 13, 2026

Trump ameaça bloquear Ormuz e petróleo dispara 7,9%

ISLAMABAD, Paquistão – A cotação internacional do petróleo voltou a romper a barreira psicológica dos US$ 100 por barril neste domingo (12) após o colapso das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e a ameaça do presidente Donald Trump de fechar o Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do comércio global de óleo cru.

  • Em resumo: Brent dispara 6,8% e WTI avança quase 8% após Trump anunciar bloqueio total do estreito.

Por que Ormuz é tão estratégico?

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Cerca de 21 milhões de barris diários atravessam o corredor de 33 km de largura que conecta o Golfo Pérsico ao mercado mundial, segundo a Agência Internacional de Energia. Qualquer interrupção eleva custos de frete, prêmios de risco e reflete instantaneamente nas bolsas.

Analistas lembram que, na última grande crise na região, em 2019, um corte de 5% na oferta durou menos de duas semanas, mas levou o Brent a saltar 15% em um único pregão.

“Sem um compromisso verificável de que o Irã não desenvolverá uma arma nuclear, não há acordo”, afirmou o vice-presidente JD Vance após 21 horas de conversa em Islamabad.

Consequências para o Brasil e o consumidor

O salto do Brent pressiona diretamente a fórmula de preço da Petrobras. Cada variação de US$ 1 no barril adiciona cerca de R$ 0,02 ao litro da gasolina nas refinarias, apontam cálculos da Banco Central. A manutenção acima de US$ 100 pode reacender a discussão sobre subsídios ou novos reajustes nos próximos dias.

No mercado futuro, operadores já embutem prêmios de guerra superiores aos observados na invasão do Kuwait, em 1990. Se o bloqueio a Ormuz se concretizar, a própria Organização Marítima Internacional estima que o frete de superpetroleiros pode dobrar, encarecendo não apenas combustíveis, mas também alimentos e produtos industrializados.

O que você acha? Um bloqueio ao Estreito de Ormuz justificaria intervenção de outros países? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Pilar Olivares / Reuters

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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