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ISLAMABAD, Paquistão – A cotação internacional do petróleo voltou a romper a barreira psicológica dos US$ 100 por barril neste domingo (12) após o colapso das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e a ameaça do presidente Donald Trump de fechar o Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do comércio global de óleo cru.
- Em resumo: Brent dispara 6,8% e WTI avança quase 8% após Trump anunciar bloqueio total do estreito.
Por que Ormuz é tão estratégico?
Cerca de 21 milhões de barris diários atravessam o corredor de 33 km de largura que conecta o Golfo Pérsico ao mercado mundial, segundo a Agência Internacional de Energia. Qualquer interrupção eleva custos de frete, prêmios de risco e reflete instantaneamente nas bolsas.
Analistas lembram que, na última grande crise na região, em 2019, um corte de 5% na oferta durou menos de duas semanas, mas levou o Brent a saltar 15% em um único pregão.
“Sem um compromisso verificável de que o Irã não desenvolverá uma arma nuclear, não há acordo”, afirmou o vice-presidente JD Vance após 21 horas de conversa em Islamabad.
Consequências para o Brasil e o consumidor
O salto do Brent pressiona diretamente a fórmula de preço da Petrobras. Cada variação de US$ 1 no barril adiciona cerca de R$ 0,02 ao litro da gasolina nas refinarias, apontam cálculos da Banco Central. A manutenção acima de US$ 100 pode reacender a discussão sobre subsídios ou novos reajustes nos próximos dias.

No mercado futuro, operadores já embutem prêmios de guerra superiores aos observados na invasão do Kuwait, em 1990. Se o bloqueio a Ormuz se concretizar, a própria Organização Marítima Internacional estima que o frete de superpetroleiros pode dobrar, encarecendo não apenas combustíveis, mas também alimentos e produtos industrializados.
O que você acha? Um bloqueio ao Estreito de Ormuz justificaria intervenção de outros países? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Pilar Olivares / Reuters

