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Gália (SP) – Com a caixa de 20 kg passando de R$ 100 para R$ 40 em poucos meses, produtores de maracujá do interior paulista adotaram uma técnica própria para manter a renda e evitar que o clima frio de 2025 reduza ainda mais a safra.
- Em resumo: método dos “5 brotos” amplia a florada e pode render até 2 mil caixas por propriedade em dezembro.
Entenda o “método dos 5 brotos”
O agricultor José Roberto Martineli conduz apenas cinco hastes principais por planta. A estratégia alonga as guias, estimula mais gemas florais e promete multiplicar frutos justamente no pico de consumo natalino. A poda seletiva contrasta com o manejo usual de dois brotos, que encurta o ramo e derruba o potencial produtivo.
Embora simples, o ajuste faz diferença: o Brasil colheu 593 mil toneladas de maracujá em 2024, mas o rendimento médio foi de apenas 14 t/ha, mostra levantamento do IBGE. Ou seja, cada ganho técnico que eleve a produção sem ampliar área é crucial.
“No maracujá são cinco brotos que você deixa acompanhar a parreira. Quanto mais guia, mais maracujás em dezembro”, explica Martineli.
Mercado pressionado e risco climático
A queda de 60% no preço reflete excesso momentâneo de oferta, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Além disso, ondas de frio retardaram a polinização em 2025, impondo perdas de até 30% no interior paulista.
Para contornar o problema, a família de Viviane Pinheiro da Cruz Pereira, em Alvinlândia, faz polinização manual em 830 pés. A meta é colher três caixas por planta, algo próximo de 35 t em 2026, volume superior à média nacional. A prática reforça um cuidado crescente: 75% das lavouras brasileiras já dependem de manejo intensivo para compensar a menor presença de insetos, segundo o Ministério da Agricultura.

Especialistas lembram que, mesmo com preços deprimidos, dezembro costuma elevar o consumo em 20% graças às festas e ao calor. Quem conseguir manter a fruta viável até lá pode recuperar margens e reinvestir na próxima safra.
O que você acha? Técnicas simples, como a dos 5 brotos, podem ser a saída para pequenas propriedades resistirem ao mercado? Para mais notícias sobre agronegócio e finanças rurais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Reprodução/TV TEM

