- Troca de tiros em Itapipoca termina com apreensão de arsenal
- Quixadá libera 189 bolsas culturais; prazo encerra em 30/4
- Suspeito é amarrado a poste após invasão à casa do padrasto
- Fogo atinge igreja histórica de Ubaúna e assusta fiéis em Coreaú
- Adagri convoca 44 novos fiscais; posse no Palácio da Abolição
Brasília – O Banco Central (BC) revelou, na última segunda-feira (13), que o Pix se tornou a principal porta de entrada financeira para milhões de brasileiros de baixa renda, enquanto o sistema fica sob escrutínio dos Estados Unidos por suposto favorecimento estatal.
- Em resumo: 74% dos adultos do CadÚnico já registraram chave Pix, e Washington questiona o modelo.
Como o Pix virou rotina dos mais pobres
Três anos após o lançamento, a ferramenta de pagamentos instantâneos mostrou penetração inédita: 72% dos inscritos no CadÚnico fizeram pelo menos um pagamento via Pix em 2023, segundo o Relatório de Cidadania Financeira do BC.
A queda da diferença entre acesso e uso efetivo, de 7 para 2 pontos percentuais, indica fidelidade crescente. Na prática, o Pix substitui o dinheiro físico em transações diárias de baixo valor, cenário que especialistas classificam como inclusão financeira “inédita em escala”.
“À medida que o Pix se consolida, ele transforma hábitos financeiros, viabilizando transações mais frequentes e baratas”, destaca o documento do BC, cuja coletiva foi transmitida pela Record.
Pressão externa e próximos passos
Mesmo celebrando recordes — R$ 35,36 trilhões movimentados em 2025 — o Brasil enfrenta questionamentos do Representante de Comércio dos EUA (USTR). O órgão alega que o BC “concede tratamento preferencial” ao Pix e pressiona por condições iguais a fornecedores norte-americanos.
Para analistas, o confronto pode escalar: dados da World Bank Global Findex mostram que 32% dos adultos de baixa renda em economias emergentes ainda não têm conta bancária. O sucesso brasileiro, portanto, ameaça modelos tradicionais de cartão operados por gigantes estrangeiras.
Enquanto isso, o BC já desenha novas funções: cobrança híbrida obrigatória a partir de novembro, split tributário alinhado à reforma fiscal e, em 2027, expansão internacional do Pix e pagamentos por aproximação offline. A autarquia também estuda o Pix Parcelado para 60 milhões de pessoas sem cartão de crédito, medida que pode redefinir o mercado de crédito ao consumo.
O que você acha? O Pix deve manter seu modelo público mesmo sob pressão internacional? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
