São Paulo – Às 9h51 desta quarta-feira (15), o dólar caiu para R$ 4,9904, perfurando a marca psicológica de R$ 5 no momento em que investidores reavaliam o risco da guerra entre Estados Unidos e Irã e especulam sobre um possível acordo de paz.
- Em resumo: moeda já recua 9,02% em 2026, mas cenário geopolítico continua imprevisível.
Negociação de paz trava, mas mercado antecipa alívio
A primeira teleconferência de alto nível entre Emirados Árabes Unidos e Irã desde o início do conflito sinalizou que as partes voltaram a falar, ainda que informalmente. Segundo a agência WAM, o diálogo focou na redução de tensões no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, de acordo com a Agência Internacional de Energia.
Apesar de Donald Trump descartar a extensão do cessar-fogo, a simples volta da diplomacia levou investidores a zerar apostas defensivas, derrubando o dólar em relação ao real e favorecendo o Ibovespa, que abriu às 10h.
“Pode terminar de diversas formas, mas um acordo é preferível, porque assim o país pode se reconstruir”, disse Trump à ABC News.
Por que R$ 4,99 importa para o bolso do brasileiro
Com a moeda 9,02% mais barata no ano, importados tendem a aliviar a inflação de eletrônicos e combustíveis. Empresas com dívida em dólar ganham fôlego, o que ajuda a impulsionar o Ibovespa (+23,37% em 2026).

Especialistas lembram, porém, que qualquer escalada militar — como o bloqueio anunciado por Teerã caso ativos permaneçam congelados — pode reverter o movimento. O Banco Central mantém US$ 343 bilhões em reservas, cifra que, segundo economistas, dá margem para intervenção se a cotação disparar novamente.
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