Brasília - A proposta que recoloca a bandeira do estado e o nome do município nas placas de veículos deu mais um passo no Congresso, reacendendo um debate que o Rio de Janeiro tentou vencer em 2018, mas foi impedido pelo então Ministério das Cidades.
- Em resumo: Comissão da Câmara aprovou o retorno da identificação estadual; texto segue para a CCJ.
Por que o tema voltou ao radar
Apresentado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), o projeto passou pela Comissão de Viação e Transportes quatro anos após a implantação obrigatória do modelo Mercosul. A justificativa: facilitar a vida de policiais e agentes de trânsito que buscam a origem de veículos em casos de roubo ou infração. Segundo o Detran-CE, o Brasil já conta com mais de 115 milhões de registros veiculares, número que pressiona sistemas de monitoramento.
Em 2018, o Rio chegou a estampar a bandeira fluminense e brasões municipais em lotes-piloto, mas o projeto foi brecado para “evitar despesas extras”, segundo o governo federal à época.
"Após análise técnica de viabilidade e impacto, decidimos retirar os brasões das novas Placas Padrão Mercosul", afirmou em 2018 o então ministro Alexandre Baldy.
Impacto no bolso e na segurança
Se aprovado, o novo layout exigirá nova padronização gráfica, mas preservará o QR Code e a combinação alfanumérica que elevou a capacidade para 450 milhões de sequências. Especialistas alertam que qualquer troca física pode implicar custos de estampagem, ainda não calculados oficialmente.
Pelo lado da segurança, o Atlas da Violência aponta que 43% dos roubos a veículos em grandes centros envolvem placas clonadas, o que reforça o argumento dos defensores do projeto: origem visível desestimula a prática.
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