Madri (Espanha) – A torcida local terá de esperar mais um ano para ver Carlos Alcaraz em quadra. O número 2 do mundo confirmou que a lesão no pulso direito o afasta do Masters 1000 da capital pelo segundo ano consecutivo, abrindo uma lacuna inesperada na chave masculina e alimentando dúvidas sobre sua preparação para Roland Garros.
- Em resumo: Pulso de Alcaraz não responde ao tratamento e o bicampeão vira desfalque de última hora em seu torneio “caseiro”.
Entenda por que o pulso preocupa tanto
Segundo a Federação Internacional de Tênis, lesões de punho representam cerca de 12% dos afastamentos de atletas do top 10 no circuito masculino, e o tempo médio de recuperação ultrapassa quatro semanas. No caso de Alcaraz, o problema persiste desde fevereiro e se mostrou mais grave do que o previsto pela equipe médica.
O espanhol já havia perdido o torneio em 2025 por dores lombares. Agora, sem ritmo, ele corre contra o relógio para defender pontos nos torneios de Roma e Paris.
“Madrid é casa, dói-me não jogar diante do meu público num torneio tão especial. Obrigado pelo carinho de sempre; oxalá nos vejamos em breve”, publicou Alcaraz nas redes sociais.
Efeito dominó: chave perde três top 10
Além do murciano, Novak Djokovic (4.º) e Taylor Fritz (9.º) desistiram por motivos físicos – joelho no caso do norte-americano. A ausência simultânea de três integrantes do top 10 não ocorria em Madrid desde 2017, segundo levantamento da ATP.
Com o esvaziamento, aumenta a chance de nomes como Jannik Sinner e Daniil Medvedev assumirem o protagonismo. O torneio vale 1 000 pontos no ranking e distribui €7,7 milhões em prêmios, cifra que, historicamente, influencia na corrida para o título de melhor da temporada.
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