Erika Januza – A hospitalização da atriz nesta semana por pielonefrite, uma infecção grave que atinge os rins, acendeu um sinal de alerta sobre a rapidez com que o quadro pode avançar para complicações como sépsis e falência renal.
- Em resumo: quadro começou com “simples” dor lombar e febre, mas evoluiu a ponto de exigir internação imediata.
Por que a pielonefrite é tão perigosa?
Ao contrário de infecções urinárias comuns, a pielonefrite atinge o parênquima renal. Nessa fase, bactérias conseguem entrar na corrente sanguínea e espalhar toxinas, elevando o risco de sepse. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 120 mil brasileiros foram internados em 2022 por complicações de infecções urinárias, e parte expressiva desses casos envolveu comprometimento dos rins.
Os sintomas clássicos incluem dor nas costas, febre acima de 38 °C, calafrios, náuseas e aumento da frequência urinária com ardor. “Qualquer sinal de febre associado a dor lombar deve ser investigado imediatamente”, alertou o nefrologista ouvido pelo portal de origem.
“Febre, dor lombar e calafrios são sinais-chave; ignorá-los pode custar a função renal”, reforça o especialista consultado no artigo original.
Fatores de risco e como agir rápido
Gravidez, diabetes, cálculos renais e histórico de infecção urinária recente são fatores que aumentam a probabilidade de a bactéria atingir os rins. Mulheres são proporcionalmente mais afetadas pela anatomia do trato urinário. Em situações de atraso no tratamento, o patógeno costuma ser a E. coli, responsável por 80% dos episódios graves.
O protocolo hospitalar inclui cultura de urina, antibiograma e, nos casos severos, antibiótico venoso. A demora no diagnóstico pode ampliar em até 30% o tempo de internação, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, impactando diretamente o risco de sequelas permanentes, como hipertensão e insuficiência renal crônica.
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