Brasília - Nos primeiros 17 dias de abril de 2026, o agronegócio brasileiro emplacou acordos que liberam 29 novos itens em 9 países, ampliando o alcance de carnes, frutas, grãos e até animais vivos, informou o Ministério da Agricultura.
- Em resumo: Etiópia, Arábia Saudita e Vietnã lideram a nova lista de destinos que agora podem importar produtos como bovinos vivos, abacate e miúdos bovinos.
Negociações relâmpago: por que tantos acordos de uma só vez?
Segundo o Ministério, as tratativas vinham sendo alinhadas desde 2025 e foram finalizadas em tempo recorde em abril. A ofensiva mira mercados emergentes que buscam diversificar fornecedores de alimentos. De carne bovina a palatabilizantes para ração, 14 categorias foram liberadas só para a Etiópia. Já a pasta federal atribui o avanço ao reconhecimento sanitário obtido após auditorias internacionais.
Para os exportadores, o cronograma é estratégico: a janela coincide com a entressafra do Hemisfério Norte, elevando a competitividade brasileira.
“As exportações do setor no primeiro trimestre chegaram a US$ 38,1 bilhões, um recorde histórico para janeiro a março”, registrou o Ministério da Agricultura.
Impacto no campo e no bolso do produtor
O agronegócio responde hoje por cerca de 24% do PIB nacional, de acordo com o IBGE, e cada 1% de expansão nas vendas externas tende a adicionar até R$ 11 bilhões na renda rural ao longo do ano. Com os novos destinos, o governo projeta crescimento adicional de 0,9% sobre o recorde de 2025, reforçando a expectativa de superávit comercial acima de US$ 150 bilhões.
Produtos de alto valor, como sêmen ovino e embriões caprinos, abrem nichos lucrativos, enquanto frutas tropicais entram em mercados que pagam prêmio por frescor. Para o consumidor interno, o Ministério avalia que o efeito inflacionário será neutro, pois o país colhe safra recorde de soja e milho, atenuando pressões de oferta.
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