ROMA, ITÁLIA - Fora do top 30 há menos de um ano e agora apenas 105º do mundo, Matteo Arnaldi dispensou o técnico Jean-Marcel Du Coudray e apostou no experiente Fabio Colangelo para tentar recuperar terreno já no Masters 1000 de Madrid e no Challenger de Cagliari.
- Em resumo: queda brusca de ranking leva italiano a trocar comando técnico às vésperas da gira europeia de saibro.
Mudança de rota antes de Madrid
Arnaldi, de 23 anos, chegou a ocupar a 30ª posição em 2024, mas acumulou eliminações precoces e despencou 75 colocações. Segundo dados oficiais da ATP, ficar fora do top 100 reduz o acesso direto a Grand Slams, exige qualificatórios e impacta premiações.
Para reverter o cenário, ele fechou parceria-teste com Colangelo, treinador que lapidou Lorenzo Sonego e é reconhecido por “especialista em viradas” no circuito italiano.
“Vou voltar a jogar solto, sem pressão, e com um olhar novo sobre meu tênis”, confidenciou Arnaldi a repórteres locais.
Por que o ranking importa (e muito)
Além do prestígio, a presença no top 100 garante entrada automática nos quatro Majors e assegura cerca de US$ 300 mil em premiação anual apenas por participação. Historicamente, 61 % dos tenistas que caem para fora do top 100 não retornam no ano seguinte, de acordo com levantamento da própria ATP entre 2010 e 2023.
No momento, a Itália conta com quatro jogadores entre os cem primeiros; perder Arnaldi desse bloco pressiona a Federação Italiana a manter vagas em competições por equipes, como a Copa Davis.
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