Munique, Alemanha – Eliminado de forma surpreendente na semifinal do ATP 500 local, o número 3 do mundo Alexander Zverev reconheceu que o excesso de jogos “roubou” suas pernas e que alguns dias fora do circuito são agora questão de sobrevivência competitiva.
- Em resumo: Após maratona de partidas, Zverev sucumbe a Flavio Cobolli e planeja pausa estratégica.
Queda relâmpago e fadiga acumulada
O alemão foi dominado por Cobolli sem conseguir impor o habitual saque pesado nem a direita agressiva. Segundo estatísticas da ATP Tour, Zverev acumulou 14 partidas em apenas 24 dias, incluindo a conquista em Acapulco e a campanha até as quartas em Miami.
A carga equivale a quase o dobro da média de jogos disputados por um top 10 no mesmo intervalo, fator que ele próprio admitiu ter pesado.
“Joguei muito tênis ultimamente e hoje, sinceramente, não tinha pernas. Estou convencido de que uns dias de descanso me vão ajudar”, declarou Zverev ainda em quadra.
O que vem a seguir no calendário
O descanso citado mira principalmente o Masters 1000 de Madrid, que começa em 26 de abril e distribui 1.000 pontos — chave crucial para quem busca encostar em Jannik Sinner e Novak Djokovic no ranking. Desde 2018, o evento espanhol rendeu a Zverev dois títulos e 2.680 pontos, reforçando a importância estratégica de chegar inteiro.
Especialistas em preparação física alertam que a frequência de jogos em quadra dura seguida de transição imediata para o saibro eleva em até 30% o risco de lesões musculares, segundo estudo publicado pela Universidade de Viena em 2025.
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