Munique, Alemanha - Horas depois de receber a notícia da morte de um amigo próximo, o italiano Flavio Cobolli, 21 anos, transformou a dor em combustível e eliminou Alexander Zverev para garantir vaga na final do ATP 500 de Munique, marcada para este domingo (28).
- Em resumo: Cobolli chorou em quadra, bateu o nº 5 do mundo e encara Ben Shelton pelo título.
Entenda a virada emocional de Cobolli
Atual nº 63 do ranking da ATP, Cobolli entrou em quadra pressionado: além do favoritismo do alemão, a arquibancada estava lotada de fãs locais. Mesmo assim, o italiano disparou 10 aces, salvou 9 dos 11 break-points e fechou a partida em 2 sets a 1, segundo dados oficiais da ATP Tour.
O triunfo se torna ainda mais simbólico porque Zverev, sexto melhor sacador da temporada, é considerado um dos mentores de Cobolli no circuito. Foi a primeira vitória do italiano sobre um top 10.
“Foi um dos meus melhores jogos de sempre… Estou muito satisfeito com a forma como lidei com os momentos difíceis durante o jogo”, declarou Cobolli entre lágrimas.
Por que o feito importa para o tênis italiano
Desde 2019, nenhum italiano conquista um ATP 500 em quadra de saibro. Caso vença Shelton, Cobolli pode se tornar o quarto tenista do país a levantar um troféu desta categoria, repetindo feitos de Fabio Fognini, Jannik Sinner e Matteo Berrettini. Para efeito de comparação, torneios ATP 500 distribuem até 500 pontos, quase o dobro de um ATP 250, o que poderia catapultar Cobolli para o top 40 já na próxima atualização do ranking.
A última estatística também pesa: 68% dos jogadores que derrotam um top 5 em fase decisiva de ATP 500 acabam campeões, segundo levantamento da empresa de dados Sportradar. Se seguir a tendência, Cobolli terá mais que superstição ao seu lado contra Shelton, atual nº 17 e conhecido pelo saque a 230 km/h.
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