Munique, Alemanha – Em 1h30 de partida eletrizante, o norte-americano Ben Shelton, 23 anos e sexto do mundo, superou o italiano Flavio Cobolli por 6-2 e 7-5 e ergueu o ATP 500 de Munique, quebrando um hiato de 24 anos sem títulos expressivos dos EUA no saibro masculino.
- Em resumo: Maior troféu dos EUA na terra batida desde Andre Agassi em 2002.
Por que o feito chama tanta atenção
Desde que Agassi reinou em Roma, nenhum norte-americano havia passado do nível ATP 250 no piso de terra. Com o triunfo em Munique, Shelton soma o quinto título da carreira e empilha seu segundo ATP 500 na temporada, sinalizando uma possível guinada no histórico modesto dos EUA no saibro. Dados da ATP Tour mostram que, entre 2003 e 2025, apenas 3% das finais deste piso tiveram presença ianque.
Já Cobolli, de 23 anos e 16.º do ranking, igualará sua melhor marca pessoal – 13.º – mesmo após a derrota.
“Um passo além em 2026”, celebrou o perfil oficial do torneio após a vitória de Shelton por 6-2 e 7-5 sobre Cobolli.
Impacto no ranking e nos Masters de saibro
A campanha turbinou a confiança do norte-americano para Madrid e Roland Garros. Nos últimos cinco anos, campeões em Munique subiram em média duas posições nas semanas seguintes, segundo levantamento interno da ATP.
Para a Itália, o vice de Cobolli mantém o país com três representantes no Top 20, o que reforça a escalada já apontada pela Federação Italiana de Tênis. O resultado alimenta a expectativa de confrontos diretos entre os dois jovens nos próximos Masters.
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