Barril dispara 6% após Trump apreender cargueiro iraniano

Chicago/EUA – Numa virada brusca de mercado, o preço do petróleo subiu quase 7% na noite de domingo (19) depois que EUA e Irã trocaram fogo e apreenderam navios no Estreito de Ormuz, rota por onde passa um quinto da oferta global de energia.

  • Em resumo: bloqueio naval reacendeu temor de falta de oferta e fez o Brent saltar a US$ 96,21 às 20h23.

Por que o bloqueio em Ormuz mexe no seu bolso

Cerca de 21% do petróleo comercializado no planeta atravessa diariamente o estreito, segundo estimativa da Agência Internacional. Qualquer interrupção pressiona não só o barril, mas toda a cadeia de combustíveis e derivados químicos.

Na sessão transmitida pela Band, o WTI avançou 6,8%, para US$ 88,23, enquanto o Brent ganhou 6,4%. Os preços vinham de queda de 9% na sexta-feira (17), quando Teerã prometera normalizar o tráfego, promessa revertida menos de 24 h depois.

“Se Ormuz permanecer fechado por semanas, a gasolina pode encarecer até 40% em mercados dependentes”, alertam analistas do setor.

Cenários possíveis e o impacto no abastecimento

A suspensão de novas negociações entre Washington e Teerã — inicialmente marcadas para segunda (20) — amplia o risco de o cessar-fogo, que expira na quarta (22), ruir de vez. Para especialistas, mesmo um acordo imediato deixaria rastro: fila de navios, seguros mais caros e infraestrutura danificada.

Historicamente, choques desse tipo levam meses para se dissipar. Em 2019, um incidente similar fez o Brent subir 16% em dois dias e demorou três trimestres para voltar ao patamar pré-crise. No Brasil, a Petrobras repassa variações internacionais em até 15 dias, o que indica pressão iminente sobre o preço nas bombas.

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Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva

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