Madrid/Espanha – A desistência de Carlos Alcaraz do ATP 1000 de Madrid por dor no pulso acendeu um sinal vermelho para toda a temporada de saibro. Em entrevista recente, o diretor do torneio, Feliciano López, admitiu que o espanhol pode perder também Roma e chegar a Roland Garros sem condições plenas de jogo.
- Em resumo: inflamação no tendão do pulso já deixa o nº 2 mundial em dúvida para dois Masters 1000 e um Grand Slam.
Entenda a gravidade: três torneios, 4 000 pontos em risco
Somados, Madrid, Roma e Roland Garros distribuem 4 mil pontos no ranking masculino, quase 30 % do total que Alcaraz possui hoje. Deixar de pontuar pode custar posições importantes e até comprometer a briga pelo topo da lista segundo a ATP.
Lesões no pulso são frequentes entre tenistas devido à intensidade dos golpes de topspin. Casos como Juan Martín del Potro (2014) e Kei Nishikori (2019) mostram que a recuperação pode variar de algumas semanas a vários meses, dependendo de rupturas ou simples inflamações.
“Há 4 mil pontos em jogo e o prestígio de três grandes torneios… tomara que esteja apto para Roland Garros”, alertou Feliciano López à rádio Onda Cero.
Contexto clínico e impacto esportivo
López suspeita de uma tendinite extensora, inflamação comum que, se não controlada, evolui para ruptura parcial do tendão. O tratamento inclui repouso, fisioterapia e, em casos graves, infiltração de corticosteroides. O espanhol teria menos de quatro semanas até o início de Paris, prazo apertado para voltar a treinar em alta intensidade.
No calendário de 2026, Madrid abre a série de torneios de saibro de nível Masters; Roma vem logo depois. Sem ritmo, Alcaraz chegaria a Roland Garros sem defender o título do ano passado, algo que já aconteceu com Rafael Nadal em 2004, quando também sofreu com o punho.
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