Baku, Azerbaijão – O conjunto brasileiro de ginástica rítmica cravou 26,350 pontos na final de cinco bolas da Copa do Mundo neste domingo (19) e garantiu a segunda medalha de prata em apenas sete dias, sinalizando força na briga pela classificação para Los Angeles 2028.
- Em resumo: Equipe supera desafio do aparelho, fica atrás só de Israel e confirma evolução técnica.
Por que esta prata vale mais que um pódio?
O aparelho de cinco bolas vinha sendo o obstáculo do time nacional nas últimas temporadas. A nota alta obtida contra potências como Azerbaijão e Espanha indica consistência em uma prova que costuma derrubar delegações inteiras, segundo dados da Federação Internacional de Ginástica.
Formado por Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi e Sofia Pereira, o grupo se apresentou ao som de “Feeling Good”, na versão de Michael Bublé, e foi superado apenas pelo conjunto israelense (26,650).
“É uma medalha de significado diferente. Mostra que alcançamos consistência justamente no aparelho mais desafiador”, celebrou a técnica Camila Ferezin.
Contexto, números e próximos passos
O resultado chega em momento estratégico. O Pan-Americano, marcado para julho no Rio de Janeiro, distribuirá pontos importantes para o ranking que definirá as três vagas olímpicas no Mundial de Frankfurt, em agosto. Desde que a prova por equipes foi criada, o Brasil esteve em apenas duas finais olímpicas — a última em Londres 2012.
Nos bastidores, a Confederação Brasileira de Ginástica calcula que uma pontuação média acima de 26,000 nas séries de bola e mista coloque o país entre os oito primeiros do mundo, patamar suficiente para disputar a cota olímpica. Para efeito de comparação, a média global em 2025 foi de 25,300.
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