São Paulo – Pesquisa Ipsos-Ipec realizada entre 8 e 12 de abril revela que 90% dos brasileiros acreditam que a ofensiva envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã vai pesar diretamente no bolso, puxando combustíveis, alimentos e inflação.
- Em resumo: 76% já contam com forte alta na gasolina, e 67% enxergam risco à própria segurança.
Por que a bomba no Oriente bate na bomba de combustível
O temor de que o conflito interrompa rotas marítimas no Golfo Pérsico fez o barril do petróleo subir mais de 12% desde o ataque de 28 de fevereiro, segundo dados da série histórica do Banco Central. No Brasil, qualquer variação internacional chega às bombas porque a Petrobras segue a cotação externa.
Não por acaso, 92% dos entrevistados já projetam reflexo imediato nos combustíveis, nível similar ao visto na Guerra da Ucrânia, quando o diesel subiu 47% em 2022.
“Esta percepção de impacto econômico mostra que a população está receosa com os reflexos no bolso e atenta às consequências globais do conflito”, disse Márcia Cavallari, diretora-geral do Ipsos-Ipec.
Efeito dominó: inflação e diplomacia em xeque
A história corrobora o medo. Na crise do petróleo de 1973, o IPCA brasileiro avançou de 15% para 34% em apenas 12 meses. Hoje, 89% dizem esperar nova pressão inflacionária, enquanto 76% veem risco às relações diplomáticas do país.
Apesar da tensão, 83% defendem que o Brasil permaneça neutro. Somente 10% apoiariam alinhamento a EUA e Israel, e 2% ao Irã. A margem de erro da sondagem é de dois pontos percentuais.
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