LOS ANGELES (EUA) – A carreira meteórica do cantor D4vd, 21, entrou em colapso depois que a Promotoria do Condado o indiciou por homicídio qualificado da adolescente Celeste Rivas Hernandez, 14, encontrada morta em setembro de 2025 dentro de seu Tesla. A audiência, transmitida ao vivo por Band, Record e YouTube, reacendeu o debate sobre crimes contra menores e a possibilidade de pena de morte na Califórnia.
- Em resumo: D4vd foi preso sob suspeita de emboscada fatal e atos libidinosos; promotoria avalia solicitar pena capital.
Como o caso chegou aos tribunais
A investigação ganhou força quando reboquistas localizaram um Tesla Model Y registrado em nome de David Burke abandonado em Hollywood Hills. Dentro do veículo, o corpo de Celeste estava em decomposição avançada. Segundo o promotor Nathan Hochman, a jovem foi vista pela última vez em 23 de abril de 2025 ao visitar a casa do artista.
Burke responde ainda por mutilação de cadáver e por atos obscenos com menor. De acordo com o Atlas da Violência, crimes contra adolescentes representam 43% dos homicídios na faixa de 10 a 19 anos no continente americano, um dado que amplia a repercussão do caso.
“O desaparecimento de Celeste é o pesadelo de qualquer pai”, declarou Hochman em coletiva, destacando as “circunstâncias especiais” que permitem aos jurados aplicar pena capital.
Impacto na indústria musical e na geração Z
D4vd tornou-se fenômeno no TikTok em 2022 com “Romantic Homicide”, faixa que ironicamente narra um relacionamento violento. O single alcançou o 4º lugar na Hot Rock & Alternative Songs da Billboard e garantiu contrato com Darkroom/Interscope. Agora, festivais como o Lollapalooza 2026 cancelaram a participação do artista.
Especialistas lembram que a Califórnia mantém a pena de morte, embora haja moratória desde 2019. Mesmo assim, acusações agravadas por emboscada, benefício financeiro e silenciamento de testemunha – todas atribuídas ao cantor – permitem ao júri recomendar a execução. Se condenado, Burke pode enfrentar décadas de recursos antes de eventual sentença final.
Para fãs e profissionais, o episódio reflete o crescente escrutínio sobre celebridades digitais. O sociólogo Sam Dunn observa que plataformas de short videos “criam astros instantâneos, mas sem o filtro de gravadoras tradicionais”, o que potencializa riscos quando denúncias graves surgem.
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