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Polícia Federal mira tráfico de aves silvestres no Ceará
Polícia Federal mira tráfico de aves silvestres no Ceará – Na manhã de 16 de dezembro, a Polícia Federal (PF) deflagrou a 4ª fase da Operação Aracê para desmontar um esquema interestadual de comércio ilegal de aves.
A ação contou com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e cumpriu 3 mandados de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão no Ceará, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Mandados em quatro estados
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal no Ceará após investigação que começou em 2023, quando um suspeito foi preso em flagrante com diversas espécies silvestres.
De acordo com a PF, a análise de conversas em aplicativos de mensagens indicou a existência de grupos dedicados à negociação, transporte e armazenamento de aves, com indícios de ramificações internacionais. As autoridades também apuram a possível falsificação de documentos para facilitar o transporte dos animais.
Impacto ambiental e penalidades
Dados do Ibama apontam que mais de 30 mil animais silvestres foram resgatados de cativeiro no país em 2022, evidenciando a dimensão do tráfico e seus impactos sobre a biodiversidade.
Os investigados poderão responder por tráfico interestadual de animais silvestres, maus-tratos, associação criminosa, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão, além de multas elevadas.

A PF alerta que criar ou vender espécies nativas sem autorização constitui crime ambiental e incentiva a população a denunciar pontos de venda clandestinos para ajudar nas investigações.
No desfecho da operação, centenas de aves deverão passar por triagem veterinária e, quando possível, ser devolvidas ao habitat natural.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal
