Rio de Janeiro (RJ) – Juliano Cazarré, conhecido pelo papel de Jorginho em “Três Graças”, lançou recentemente um curso on-line exclusivo para homens e acabou virando alvo de comentários ácidos de colegas da TV Globo, que classificaram a iniciativa como “tanto convencimento” e questionaram sua utilidade prática.
- Em resumo: Curso promete “formação masculina” e recebe forte reprovação pública de atores globais.
Por que a proposta irritou outros artistas?
Nas redes sociais, atores veteranos e novatos da emissora ironizaram o projeto, sugerindo que a ideia reforça estereótipos e cria uma “cartilha” de comportamento. Um deles resumiu a indignação com a frase — já viral — “É tanto convencimento”, reproduzida milhares de vezes no X (antigo Twitter).
A polêmica encontra eco em discussões internacionais sobre “masculinidade tóxica”. Relatório recente da IMDb mostra aumento de produções que debatem o tema, sinalizando que a tensão não é exclusiva do mercado brasileiro.
“O curso custa caro e vende um ideal ultrapassado”, reclamou um intérprete que contracenou com Cazarré em novelas passadas.
Mercado de cursos privados e a linha tênue do marketing
O Brasil movimentou R$ 2,7 bilhões em cursos on-line no último ano, segundo mapeamento da ABED. Programas focados em “autodesenvolvimento masculino” respondem por 8% desse total e enfrentam críticas por, muitas vezes, apelarem a códigos comportamentais rígidos.
Especialistas em educação digital lembram que, desde 2021, a Lei 14.180 obriga plataformas a destacar políticas de transparência sobre promessas de resultados — ponto que usuários agora cobram do novo produto de Cazarré.
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