MADRID, ESPANHA – A campanha de Jaime Faria no Masters 1000 acabou antes do previsto: em apenas 71 minutos, o português caiu por 6-3 e 6-3 diante de Hubert Hurkacz, ex-top 10 que cravou 12 ases e não teve o serviço ameaçado em nenhum momento.
- Em resumo: Faria sai sem quebrar o saque rival e perde chance de entrar para a história do tênis luso.
Serviço demolidor decidiu em 71 minutos
A potência do polaco fez diferença logo de início. Somando 12 ases e vencendo 83% dos pontos com o primeiro saque, Hurkacz impediu qualquer reação de Faria, que tentava repetir o êxito da fase de qualificação. Segundo dados oficiais da ATP, a média de ases em partidas de 2 sets no circuito é de 6, o que evidencia o domínio do atual nº 63 mundial.
No único break point que enfrentou, o semifinalista de Wimbledon em 2021 salvou-se com mais um serviço preciso. Faria, por sua vez, converteu apenas 54% do primeiro saque, índice que o deixou vulnerável a devoluções agressivas.
“Faria nunca conseguiu quebrar o antigo semifinalista de Wimbledon e viu passarem por ele 12 ases no decorrer dos 71 minutos de encontro.”
Por que a derrota pesa para o tênis português
Se vencesse, o lisboeta se tornaria apenas o quinto português a triunfar num Masters 1000, repetindo feitos de Nuno Marques, Fred Gil, João Sousa e Nuno Borges. Esses resultados somam, desde 1998, somente sete vitórias portuguesas em torneios desse nível—um sinal de como a elite do circuito ainda é terreno raro para o país.
Ainda há esperança lusa em Madrid: Nuno Borges estreia nesta quinta-feira, enquanto Francisco Cabral entra no quadro de duplas no fim de semana. Já Henrique Rocha aguarda desistências para ser “lucky loser” até sábado.
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