MADRID, ESPANHA – A eliminação de Nuno Borges na fase inaugural do Masters 1000 de Madrid, na última quinta-feira (25), deixou o maior torneio de tênis da Espanha sem qualquer representante português e reacendeu o debate sobre a dificuldade de Portugal furar o topo do circuito.
- Em resumo: Pressão do rival e piso escorregadio minaram o serviço de Borges, que saiu admitindo mérito do adversário.
Entenda o jogo decisivo e por que Borges travou
O português de 29 anos, atual número 62 do ranking da ATP, viu sua primeira bola entrar apenas 56% das vezes, muito abaixo da média de 65% que vinha apresentando na temporada. O oponente, mais agressivo nas devoluções, quebrou o serviço logo nos games iniciais e conduziu a partida com conforto.
As condições na Caja Mágica estavam mais rápidas que o habitual devido ao clima seco, mas Borges relatou “quadra escorregadia” e dificuldade para lidar com a profundidade dos golpes adversários.
“Senti que não fiz um bom encontro, mérito dele por me colocar desconfortável. Ele entrou muito bem e mereceu ganhar”, lamentou o maiato após a derrota.
Contexto histórico: desafio luso nos Masters 1000
Desde 2002, apenas quatro portugueses – João Sousa, Frederico Gil, Rui Machado e o próprio Borges – alcançaram vitórias em chaves principais de torneios Masters 1000. Nenhum passou das oitavas. Segundo relatório da Federação Portuguesa de Ténis, o investimento em preparação para pisos rápidos é 35% menor que a média europeia, fator que pesa em eventos como Madrid.
Na próxima semana, Borges avalia disputar o Challenger 175 de Cagliari para recuperar confiança e pontos no ranking que fecham a corrida para Roland Garros.
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