MADRI, Espanha – Iga Swiatek aproveitou sua passagem pela capital espanhola para detalhar como funciona a rara proximidade com Rafael Nadal e por que vem treinando mais do que o habitual às vésperas da temporada de saibro.
- Em resumo: Swiatek conta que pode recorrer a Nadal a qualquer momento e que, com Francis Roig, prefere treinos mais longos para evitar surpresas em partidas de três horas.
Entenda a dinâmica entre a Nº 1 e o 22-vezes campeão
Simplicidade e acessibilidade definem a relação. Segundo Swiatek, Nadal mantém “porta aberta” mesmo longe das quadras, conciliando compromissos da fundação e da academia em Mallorca. O espanhol soma 22 títulos de Grand Slam, marco reconhecido pela Federação Internacional de Tênis, o que torna seu aconselhamento cobiçado por toda a elite do circuito.
Swiatek relata que o contato não é diário, mas suficiente para lhe dar segurança nos momentos de dúvida competitiva ou estratégica.
“Posso perguntar qualquer coisa quando preciso. Isso mostra o tipo de pessoa que ele é, sempre disponível”, frisou a polonesa.
Treino exaustivo: filosofia de Roig e monitoramento científico
Com a chegada de Francis Roig, ex-auxiliar histórico de Nadal, a programação diária ganhou minutos extras. “Queremos estar prontos para partidas longas”, resume Swiatek, citando duelos que, em média, podem ultrapassar 180 minutos em torneios WTA 1000.
O preparador físico Maciek reforça o plano com dados biométricos: frequência cardíaca, lactato e variabilidade da frequência são analisados a cada sessão, prática alinhada às diretrizes da Sports Science. A abordagem, segundo especialistas, reduz em até 30 % a incidência de lesões por sobrecarga em atletas de alto rendimento.
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