McLaren - Em meio à agitação do paddock, o CEO Zak Brown classificou como “completo absurdo” o rumor de que o chefe Andrea Stella deixaria Woking rumo à Ferrari a partir de 2028, apontando a especulação como manobra externa para desestabilizar a equipe britânica.
- Em resumo: Brown vê “jogo de bastidores” e garante permanência de Stella no comando.
Bastidores quentes: de onde surgiu o boato?
O zum-zum ganhou força após a confirmação de que Gianpiero Lambiase, hoje engenheiro de Max Verstappen, trocará a Red Bull pela McLaren em 2028 para ser diretor esportivo. A movimentação reabriu a temporada de boatos — apelidada de “silly season” — quando contratos e cargos viram peça de xadrez no grid.
Brown, porém, lembrou que foi o próprio Stella quem liderou a chegada de Lambiase, sinalizando coesão interna. Para o norte-americano, espalhar incerteza sobre a chefia técnica é tática conhecida entre rivais que disputam cada centímetro de vantagem.
“Uma ou duas equipes podem estar tentando agitar isso, faz parte do esporte tentar desestabilizar os concorrentes, mas isso não funciona aqui”, cravou Zak Brown.
Por que estabilidade importa na Fórmula 1?
Trocas na liderança costumam reverberar diretamente no desempenho em pista. Em 2022, por exemplo, Alpine perdeu terreno após a saída repentina de Otmar Szafnauer, fato que ilustra como mudanças no topo podem comprometer programas de desenvolvimento de longo prazo.
Nesse contexto, a McLaren aposta na continuidade: Stella, ex-engenheiro de pista de Michael Schumacher e Fernando Alonso, acumula mais de duas décadas de experiência na categoria. Ao atrair Lambiase, responsável por 59 vitórias de Verstappen, a equipe reforça um núcleo técnico que visa reduzir a diferença para Red Bull e Ferrari já nas próximas temporadas.
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