SÃO PAULO/SP – Um levantamento revela que o interesse das brasileiras por esportes aumentou 25% entre 2020 e 2025, com o skate registrando um salto inédito de 49% no mesmo período. O fenômeno, turbinado por medalhas olímpicas e pela presença midiática de Rayssa Leal, redesenha o mercado esportivo nacional.
- Em resumo: Skate cresce quase o dobro da média feminina e pressiona futebol a acelerar investimentos antes da Copa Feminina 2027.
Por que o skate virou fenômeno?
Além das conquistas de prata em Tóquio e bronze em Paris, o skate ganhou status olímpico, fator decisivo para marcas e transmissões ampliarem a vitrine da modalidade. Segundo Danilo Amancio, coordenador do estudo, o esporte seduz pelas manobras e pelo lifestyle, ampliando o público fora das pistas.
Dados de saúde do IBGE mostram que só 31% das mulheres praticavam atividade física regular em 2022. O novo interesse pode reduzir esse déficit se houver oferta de infraestrutura pública, apontam especialistas.
“Quando o skate virou modalidade olímpica, ele saltou para outro patamar”, analisa Danilo Amancio.
Futebol feminino tenta surfar a onda de visibilidade
Apesar de o futebol ainda não liderar o ranking – ginástica artística tem 72% de preferência e vôlei de quadra, 69% – 64% das mulheres já se declaram fãs da bola. O ritmo de crescimento é de 5% ao ano, impulsionado por transmissões em TV aberta, entre elas o Brasileiro Feminino exibido pela TV Brasil, e por torneios internacionais como o Fifa Series.
A chegada da Copa do Mundo Feminina ao país em 2027 pode ser o gatilho para superar o recorde de interesse nacional registrado no Mundial de 2014 (67%). Para Danilo, a combinação de “Copa 2026 masculina + Copa 2027 feminina em casa” cria dois anos de cobertura contínua que pode redefinir o esporte para a nova geração.
O que você acha? O skate vai manter a dianteira ou o futebol deve assumir a liderança após a Copa 2027? Para acompanhar nossas análises, acesse a editoria de Esporte.
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