Las Vegas (EUA) - A poucos meses de encarar Steve Garcia no inédito UFC Casa Branca, previsto para junho, Diego Lopes já projeta um passo ousado: abandonar o peso-pena (66 kg) e medir forças com Mateusz Gamrot entre os leves (70 kg), divisão reconhecida pela intensidade de golpes e histórico de campeões brasileiros.
- Em resumo: após a queda diante de Alexander Volkanovski no UFC 325, Lopes quer recomeçar subindo de categoria e desafiando Gamrot.
Por que Gamrot é o alvo imediato?
Em entrevista ao podcast ‘Hablemos MMA’, o brasileiro radicado no México afirmou que o polonês reúne o “teste difícil” necessário para legitimar sua estreia entre os leves. Nos rankings oficiais do UFC Stats, Gamrot figura no Top 10 da categoria, somando vitórias sobre nomes como Rafael Fiziev e Arman Tsarukyan — currículo que atrai Lopes.
O lutador explicou que o Ultimate prefere mantê-lo nos 66 kg, mas condicionou a mudança de peso a um aval da organização. Se vier o sinal verde, Gamrot já estaria na linha de frente para saudá-lo “à moda antiga”.
“Se o UFC me der a chance de subir, o Mateusz é uma boa luta, definitivamente”, frisou Diego Lopes.
O histórico de brasileiros no peso-leve e o impacto da decisão
Desde 2015, apenas dois brasileiros — Rafael dos Anjos e Charles Oliveira — ergueram o cinturão dos leves. A estatística reforça a dificuldade da divisão, mas também o potencial de marketing caso Lopes consiga emplacar vitórias rápidas.
Segundo levantamento da Association of Boxing Commissions, cerca de 30 % dos atletas que mudam de categoria vencem na estreia, mas apenas 12 % alcançam disputas de título em até dois anos. Ou seja, superar Garcia em junho será crucial para que o amazonense mantenha o protagonismo e convença os matchmakers de que merece o novo desafio.
O que você acha? Diego Lopes deve arriscar a mudança de peso ainda em 2026 ou consolidar-se primeiro entre os penas? Para acompanhar outras movimentações do octógono, acesse nossa editoria de Esporte.
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