Falha 'impensável' em carro 2026 expõe Aston Martin à crise

Silverstone, Reino Unido – O conceito de suspensão do carro que a Aston Martin pretende estrear na Fórmula 1 em 2026 vem sendo questionado por especialistas, que o classificam como “erro impensável” e potencial ameaça à competitividade da equipe.

  • Em resumo: Suspensão dianteira e sistema de direção mostram falhas que, nas palavras de um veterano jornalista japonês, tornam o design “fracassado”.

Entenda a falha de engenharia

Análises publicadas na revista do portal japonês as-web.jp apontam que a cremalheira de direção e as barras de ligação foram posicionadas de forma que o movimento do volante nem sempre se traduz nas rodas. Câmeras onboard revelaram momentos em que o comando do piloto não foi fielmente reproduzido, indicando risco de instabilidade. A crítica ganhou força justamente após a chegada do consagrado projetista Adrian Newey.

O episódio é mais um sinal de alerta para a Aston Martin, que já enfrenta dúvidas sobre a futura unidade de potência Honda. Segundo dados da Anfavea, cada projeto de chassi na F1 pode consumir até US$ 140 milhões em P&D, valor que se multiplica quando refações são necessárias.

“Quando começamos a analisar a disposição dos componentes, nos perguntamos: ‘Como isso realmente funciona?’”, destacou a reportagem. “Como projetista de suspensão, isso é um erro impensável.”

Por que o erro preocupa para 2026

O regulamento técnico de 2026 prevê carros até 30 kg mais leves, aerodinâmica ativa e motores híbridos que geram 50% da potência a partir da parte elétrica. Qualquer falha estrutural na suspensão pode comprometer tanto o fluxo aerodinâmico quanto a eficiência energética — pontos cruciais para cumprir o teto orçamentário e as metas de sustentabilidade da FIA.

Além disso, o time de Fernando Alonso e Lance Stroll aposta no know-how de Newey para quebrar a hegemonia de Red Bull e Mercedes. Se o conceito do chassi precisar ser redesenhado, o cronograma de túnel de vento e simulações CFD poderá atrasar em até seis meses, período que costuma custar cerca de 0,5 s por volta em desenvolvimento perdido.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino

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