US$ 22 mi tiraram Sam Bird da F1: bastidores na Caterham

Caterham – Uma diferença de patrocínio de US$ 22 milhões selou, de forma fulminante, o destino de Sam Bird na Fórmula 1 em 2014 e abriu caminho para Marcus Ericsson.

  • Em resumo: Bird testava no simulador quando soube que perdera o cockpit para quem levava US$ 22 milhões.

Por que o dinheiro pesou mais que o talento

Vice-campeão da GP2 em 2013, Bird negociava seu lugar na Caterham e chegou a participar de sessões no simulador. Porém, no meio da primeira atividade, foi informado de que não seria mais necessário, pois a equipe preferiu o aporte financeiro oferecido por Ericsson. O episódio expõe a lógica dos pay drivers, prática ainda comum na F1, onde cifras podem superar resultados na pista. De acordo com dados da Anfavea, a própria indústria automobilística movimenta bilhões por ano, tornando a visibilidade da F1 um ativo valioso para patrocinadores.

Sem recursos equivalentes, o britânico precisou buscar novas oportunidades no automobilismo, reforçando a dependência que muitos pilotos têm de patrocinadores robustos para chegar – e permanecer – na elite.

“As coisas estavam indo muito bem para eu assumir o cockpit em 2014, mas durante minha primeira sessão no simulador fui retirado e informado de que não era mais necessário, porque outro piloto estava trazendo 22 milhões de dólares”, relembrou Bird.

Da frustração na F1 ao sucesso na Fórmula E

Antes do baque na Caterham, Bird integrava o programa de testes da Mercedes (2010-2013), mas já sabia que a vaga titular era improvável. Após o corte, ele migrou para provas de resistência, como as 24 Horas de Le Mans, e tornou-se um dos nomes mais longevos da Fórmula E. A categoria elétrica oferece orçamento menor e mais vagas competitivas, atraindo talentos que enfrentam barreiras financeiras na F1.

Especialistas estimam que um assento em equipe de meio de grid custe entre US$ 10 e 30 milhões por temporada, valor que ultrapassa o salário de boa parte dos pilotos. Esse cenário reforça o debate sobre limites de patrocinadores pessoais e programas de incentivo a jovens pilotos.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino

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