Madri, Espanha – O espanhol Carlos Alcaraz, atual número 3 do mundo, enfrenta uma tenossinovite na mão direita e só pretende retornar às quadras na curta temporada de grama, mirando o Queen’s Club e, principalmente, Wimbledon.
- Em resumo: inflamação pode afastá-lo por até dois meses e ameaça sua preparação para Londres.
Entenda a lesão que freou o campeão
A tenossinovite inflama a bainha que reveste o tendão. Segundo especialistas citados pelo jornalista Ángel García, o problema não rompe fibras, mas a repetição de impacto pode evoluir para lesões crônicas. Dados da ATP Tour mostram que problemas de punho e mão respondem por cerca de 12 % dos afastamentos no circuito masculino.
Alcaraz já ficou fora do Masters de Roma e de Roland Garros para evitar complicações, repetindo o protocolo adotado por Rafael Nadal em 2018, quando o compatriota também parou por cerca de oito semanas.
“É apenas uma inflamação. Se jogasse Roland Garros, arriscava algo mais sério”, explicou Ángel García.
Dois meses de corrida contra o relógio
Sem prazo rígido de recuperação, o staff do espanhol fará avaliações semanais. Enquanto isso, o atleta manterá a rotina física completa, exceto exercícios que sobrecarreguem a mão direita, buscando chegar a Wimbledon em plena forma.
Estudos da Federação Internacional de Tênis apontam que a grama gera 19 % menos impacto no punho em comparação ao saibro, fator que pode acelerar a retomada competitiva do jovem de 21 anos.
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