Woking, Reino Unido - Em análise recente, o designer-chefe da McLaren, Rob Marshall, destacou que Audi e Aston Martin caminham fora da curva ao apresentar conceitos que podem redefinir a competitividade da Fórmula 1 já na temporada 2026, primeiro ano do novo pacote técnico.
- Em resumo: Sidepod inédito da Audi e suspensão “ambiciosa” da Aston geram alvoroço no paddock.
Sidepod da Audi quebra o padrão do grid
O projeto da marca alemã surpreendeu pelo formato afunilado que remete discretamente ao FW44, mas leva a otimização de fluxo a outro patamar, segundo Marshall. A solução vai na contramão do conceito “banheira” popularizado pela Red Bull e reforça a busca por menor arrasto em carros que, a partir de 2026, terão limite de 768 kg e unidades híbridas de 1.000 cv, conforme o regulamento oficial da FIA.
Dentro do teto orçamentário de US$ 135 milhões, a Audi apostou em canais internos inéditos para resfriar o power unit, movimento que pode obrigar rivais a revisarem o pacote aerodinâmico ainda nos testes de inverno.
“A solução deles é algo que ninguém mais tentou. Todos esperavam algo convencional, mas claramente não foi o caminho escolhido”, afirmou Marshall sobre o sidepod da Audi.
Suspensão da Aston mira tração e eficiência
Já a Aston Martin concentrou esforços na extremidade oposta: uma geometria de suspensão traseira que prioriza transferência de torque ao eixo e reduz o chamado ‘porpoising’. A equipe também revisitou o push-rod dianteiro, estratégia semelhante à que a McLaren testou em 2025.
Segundo dados históricos, mudanças radicais de suspensão costumam render até 0,3 s por volta — diferença decisiva em grids comprimidos. Desde 2022, quando a categoria adotou efeito solo, apenas três esquadras ganharam corridas com projetos semelhantes.
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