Namur, Bélgica – Um capotamento dramático tirou Jos Verstappen do Rallye des Wallonie logo na primeira especial do domingo (28). O pai do tricampeão da Fórmula 1 saiu ileso, mas o incidente acende nova luz sobre os protocolos de segurança em provas de rali.
- Em resumo: Skoda do ex-piloto virou após sair da pista; tripulação passa bem.
Como o acidente aconteceu
Na largada da especial de abertura, o Skoda Fabia Rally2 de Verstappen perdeu aderência, atingiu o barranco e capotou diversas vezes. Imagens que viralizaram nas redes exibem o carro amassado e de rodas para cima. A organização confirmou ao público que piloto e navegador “estão bem”, repetindo o comunicado divulgado também pela Federação Internacional de Automobilismo.
O navegador do dia era Jasper Vermeulen, escalado às pressas após Renaud Jamoul fraturar o tornozelo dias antes. Apesar da troca de última hora, a dupla havia fechado o sábado na terceira posição geral.
“Felizmente, ambos estão bem”, informou a direção do Rallye des Wallonie, trazendo alívio aos fãs.
Contexto: riscos e lições para o esporte
Embora as provas de rali contem com gaiolas de proteção e capacetes HANS obrigatórios desde 2003, o índice de capotagens permanece alto. Dados da FIA apontam que 37% dos abandonos em ralis europeus em 2023 ocorreram por saídas de pista semelhantes à de Verstappen.
Fora do mundo competitivo, o interesse por veículos com apelo off-road segue em alta. Segundo a Fenabrave, o licenciamento de SUVs – categoria que muitas vezes serve de base para ralis amadores – cresceu 28% no Brasil no primeiro trimestre de 2024. O número demonstra como a busca por aventura se traduz também no consumo de automóveis, aumentando a responsabilidade de montadoras e organizadores em reforçar dispositivos de segurança.
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Crédito da imagem: Divulgação