Red Bull Racing – Baseada em Milton Keynes, a escuderia intensificou a campanha por uma mudança estrutural nos motores da Fórmula 1 já para 2027, criando tensão entre fabricantes que investiram bilhões no atual projeto híbrido.
- Em resumo: Red Bull e Audi articulam supermaioria para redesenhar o motor híbrido, abalando Mercedes e McLaren.
Por que 2027 virou o novo ponto de ruptura
O calendário técnico da F1 prevê a próxima geração de unidades de potência para 2026, mas a conversa esquentou quando Andrea Stella, da McLaren, sugeriu rever o conceito 50/50 entre bateria e combustão já no ano seguinte. A Red Bull abraçou a ideia e agora busca apoio formal para levar a proposta à votação do Conselho Mundial da FIA.
Segundo dados da Anfavea, apenas o desenvolvimento de motores a combustão de rua consome até 8% do faturamento bruto das montadoras; na F1, onde o teto orçamentário não cobre a área de motores, a fatura é ainda maior, beirando US$ 150 milhões anuais por equipe.
Para a proposta avançar, “é necessário o apoio de uma supermaioria entre equipes, fabricantes, FIA e a própria Fórmula 1”.
Quem ganha e quem perde com um motor repaginado
Enquanto Red Bull e Audi enxergam oportunidade de igualar o grid num ciclo mais curto, Mercedes — atual fornecedora do propulsor considerado o mais robusto — prefere manter a arquitetura vigente até 2030. Se a supermaioria (5 das 10 equipes mais FIA e Liberty Media) for alcançada, a montadora alemã pode ser obrigada a redistribuir recursos e perder a vantagem tecnológica historicamente lapidada desde 2014, quando a era híbrida começou.
A discussão toca também o bolso dos fãs: estudos do Banco Mundial indicam que avanços de eficiência energética em competições costumam chegar ao mercado em até cinco anos, impactando diretamente o preço de carros híbridos e elétricos. Assim, a decisão da F1 pode acelerar a popularização de tecnologias hoje restritas às pistas.
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