Nürburg, Alemanha – Em uma rara folga do calendário da Fórmula 1, Lando Norris e Oscar Piastri trocaram o MCL38 por supercarros de rua e aceleraram no temido Nordschleife-Nürburgring, logo após dois dias de testes de pneus da Pirelli. A dupla da McLaren descreveu a volta de 20,8 km como “tensa” e “simplesmente incrível”, ressaltando os riscos de pilotar no circuito que já foi palco de grandes acidentes na história do esporte.
- Em resumo: Norris cravou 295 km/h, enquanto Piastri lutou contra pista molhada e escorregadia.
Por que o Nordschleife continua assustando?
Conhecido como “Inferno Verde”, o traçado foi abandonado pela Fórmula 1 em 1976 após o grave acidente de Niki Lauda. Com 154 curvas, mudanças bruscas de elevação e trechos onde a velocidade média supera 230 km/h, ele exige reflexos de piloto profissional até mesmo em carros de passeio. Segundo dados do Instituto Fipe, supercarros capazes de superar 300 km/h, como o McLaren 720S, podem custar mais de R$ 3 milhões no Brasil, mas mesmo assim não garantem segurança total em piso molhado.
Nos testes de pneus, Mercedes também esteve presente com George Russell e o jovem Kimi Antonelli, porém apenas os pilotos da McLaren decidiram estender a aventura ao circuito completo, eternizado por Jackie Stewart.
“Quando está molhado e frio, é extremamente escorregadio… foi algo que abriu meus olhos”, relatou Piastri, que manteve menos da metade do acelerador durante toda a volta.
Impacto para a temporada e para os fãs
A experiência turbinou o engajamento da McLaren nas redes sociais – o vídeo oficial já registra milhares de visualizações e reforça o marketing agressivo da equipe em 2024. Tecnicamente, as voltas fornecem dados valiosos sobre comportamento de pneus em condições extremas, algo que pode influenciar escolhas estratégicas em corridas como Spa-Francorchamps, onde a chuva é constante.
Para os entusiastas, o episódio relembra o fascínio e o perigo do automobilismo raiz. O Nordschleife permanece aberto ao público em dias de “touristenfahrten”, mas regras locais exigem seguro específico e capacete – medidas que ajudaram a reduzir cerca de 20 % dos acidentes fatais na última década, de acordo com autoridades do circuito.
O que você acha? Você se arriscaria numa volta no “Inferno Verde” mesmo fora da F1? Para mais histórias sobre velocidade e tecnologia automotiva, acesse nossa editoria Auto.
Crédito da imagem: Divulgação