McLaren - Na Fórmula 1 de 2026, Oscar Piastri revelou que o segredo para cravar a pole não é acelerar ao máximo, mas dosar potência e bateria ao longo da volta, uma virada que muda a lógica da categoria.
- Em resumo: Pilotos agora precisam reduzir ritmo em trechos-chave para ganhar tempo total de volta.
Por que gerenciar energia virou decisivo
Com as novas unidades híbridas de 350 kW impostas pela FIA, a distribuição de energia passou a determinar quem larga na frente. Segundo o piloto australiano, até o ponto de retomada do acelerador deve ser calculado curva a curva. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores indicam que, fora das pistas, a venda de modelos híbridos cresceu 55% no Brasil em 2025, tendência que espelha a complexidade agora vista na elite do automobilismo.
Na prática, cada erro de dosagem descarrega a bateria cedo demais e compromete a reta final, forçando o piloto a “frear para ser mais rápido” em certos setores.
“Estamos analisando quando voltar ao acelerador em uma volta rápida, algo impensável há dois anos”, disse Piastri.
Impacto no estilo de pilotagem e no show
Tradicionalmente, classificações eram sinônimo de voltas no limite. Entretanto, os engenheiros estimam que até 0,4 s por giro agora dependem apenas da gestão da parte elétrica, valor próximo à diferença entre P1 e P10 em Miami 2025. A própria McLaren adaptou softwares de simulação, simulando mais de 3 mil cenários de uso de bateria antes de cada etapa.
E vem mais ajuste por aí: o GP de Miami deve reduzir o limite de recuperação de energia, tentativa da FIA de devolver agressividade às tomadas de tempo. Se essa mudança surtir efeito, espectadores podem voltar a ver voltas “pé cravado”, diminuindo a frustração de quem estranhou a nova F1.
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