Maranello, Itália - A hegemonia de Lewis Hamilton pode estar perto de seu capítulo final. O heptacampeão, hoje aos 41 anos e defendendo a Ferrari, virou alvo de um alerta público do ex-piloto Johnny Herbert, que o aconselha a refletir, de forma “honesta e realista”, sobre o momento certo de se despedir da Fórmula 1.
- Em resumo: Herbert teme que o britânico perca rendimento antes de proteger o legado de sete títulos.
Por que o aviso ganhou força
Herbert lembra que o desgaste físico e mental se acelera depois dos 40 e que Hamilton já convive com a pressão interna de um companheiro mais jovem, Charles Leclerc. A diferença de apenas sete pontos entre ambos reforça a tensão na garagem vermelha. Dados históricos da categoria mostram que poucos campeões mantiveram performance de topo após essa idade, segundo levantamento da Fórmula 1.
No paddock, o debate é familiar: quando parar para não arranhar a própria imagem? Para Herbert, o momento certo é antes que a velocidade “deixe de ser natural”.
“Há um ponto em que as coisas não são mais tão fáceis como antes. Sua competitividade provavelmente não será mais a mesma”, advertiu Herbert.
Idade x performance: o que dizem os números
Apenas cinco pilotos conquistaram vitórias depois dos 40 na F1; o último foi Kimi Räikkönen em 2018. Juan Manuel Fangio ergueu seu quinto título com 46 anos em 1957, mas o calendário tinha 8 corridas, contra 24 previstas para 2026 — quase o triplo de exigência física.
Além disso, a FIA intensificou as forças G nas curvas com regulamentos aerodinâmicos recentes, elevando o desgaste do pescoço em até 20%, de acordo com estudo do Instituto de Performance Esportiva de Girona. Para Hamilton, manter-se em forma já demanda programas específicos de resistência e fisioterapia entre etapas consecutivas.
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