Las Vegas/EUA - Depois de superar Julia Polastri por decisão unânime no UFC Vegas 116, no último sábado (25), a brasileira Talita Alencar usou o microfone oficial para exigir uma adversária ranqueada e acelerar sua chegada à elite do peso-palha.
- Em resumo: vitória sólida e recado direto ao UFC: “quero alguém do top 15”.
Entenda a cobrança de Talita
A lutadora de 33 anos acumula três lutas consecutivas sem derrota na companhia e argumenta que seus desempenhos foram superiores aos de Loopy Godinez contra rivais em comum. No pós-luta, Talita lembrou que, enquanto Godinez já figura no top 10, ela sequer recebeu chance entre as 15 melhores, apesar de números parecidos de quedas e controle de solo, segundo o ranking oficial do UFC.
Além de reivindicar visibilidade, a maranhense citou que a transmissão do card principal pela plataforma Max ampliou sua vitrine global, reforçando a justificativa de um desafio maior na próxima aparição.
“Eu já provei ao UFC que consigo pegar uma ranqueada. Pode mandar qualquer desafio que estamos prontos para o jogo.” – Talita Alencar
O que muda no peso-palha
Atualmente, apenas três brasileiras – Jessica Andrade, Amanda Lemos e Tabatha Ricci – ocupam o top 15 da categoria. Caso receba o duelo desejado e vença, Talita pode se tornar a quarta representante do país entre as melhores, algo que não acontece desde 2021. Segundo dados históricos do Ultimate, atletas que entram no ranking após três vitórias chegam a disputar cinturão em média em até nove lutas.
Ainda pesa a favor de Talita o fato de ter 70% de aproveitamento em tentativas de queda, acima da média de 45% registrada pelo conjunto das peso-palha, de acordo com o banco estatístico do UFC. Esse diferencial de grappling pode interessar ao match-maker Sean Shelby, responsável por montar confrontos estratégicos na divisão.
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