Cagliari, Itália – A tradicional semana “vaga” dos Masters 1000 ganhou status de evento premium no saibro sardo: o Challenger 175 de Cagliari reúne Hubert Hurkacz, Matteo Berrettini, Nuno Borges e Mariano Navone, criando um quadro que supera vários ATP 250 em prestígio e premiação.
- Em resumo: Torneio distribui 175 pontos e pode mexer no top 30 ainda antes de Roland Garros.
Por que este Challenger parece um ATP
Desde 2019, a ATP Challenger Tour turbina a segunda semana dos 1000 com eventos 175 – pontuação suficiente para atrair cabeças de chave de peso que caem cedo em Monte Carlo ou Madrid. Em Cagliari, Hurkacz (top 10 em 2023) lidera a chave, enquanto Berrettini tenta recuperar ritmo após lesão que o afastou por seis meses.
Nuno Borges, terceiro favorito, só estreia na segunda rodada contra o vencedor de Moez Echargui x Cristian Garin, duelo que define quem encara o português logo na terça.
“Quando você vê Hurkacz em uma chave de Challenger, sabe que o troféu vale mais do que pontos”, comentou um analista da TV italiana.
Impacto no ranking e na corrida para Paris
O campeão leva 175 pontos – cerca de metade do que rende um ATP 250 – e pode saltar até 20 posições, segundo projeção do site Live Ranking. Para Hurkacz, o título recolocaria o polonês no top 10; para Berrettini, significaria superar a casa dos 100 primeiros pela primeira vez em 2024.
Já Borges mira entrar de vez na disputa olímpica. O Comitê Olímpico Internacional exige presença no top 56 até 10 de junho; vencer em Cagliari deixaria o português a poucas posições desse corte, de acordo com dados do próprio ranking da ATP.
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