Madri, Espanha - Em uma virada dramática que segurou a respiração do público na Caja Mágica, Elena Rybakina precisou de exatas 2h25 para derrotar a campeã olímpica Qinwen Zheng por 4-6, 6-4 e 6-3, carimbando a sexta vitória consecutiva e a vaga nas oitavas de final do WTA 1000 de Madri.
- Em resumo: Rybakina virou o placar após perder o 1º set e mantém vivo o sonho de assumir o topo do ranking ainda na gira de saibro.
Virada construída ponto a ponto
Depois de ceder o set inicial, a cazaque de 24 anos reduziu os erros não forçados e elevou o índice de primeiros serviços para 73%, segundo estatísticas oficiais da WTA. A pressão surtiu efeito: Zheng salvou apenas 40% dos break-points no segundo set.
Rybakina confirma, assim, o bom momento iniciado no título de Stuttgart e soma 28 vitórias em 32 jogos na temporada, desempenho que a coloca a apenas 1.255 pontos da líder Iga Swiatek na corrida pelo posto número 1.
“O detalhe fez a diferença. Mantive a calma mesmo atrás no placar”, analisou Rybakina, lembrando que o duelo foi decidido em winners nas linhas nos games finais.
O que está em jogo nas oitavas
Agora, a número dois do mundo aguarda o desfecho do embate entre Anastasia Potapova e Jelena Ostapenko, esta última campeã de Roland Garros em 2017. Quem avançar encontrará Rybakina já nesta segunda-feira, mantendo o calendário apertado de um torneio que distribui 1.000 pontos ao campeão e paga €1,1 milhão à vencedora.
Em 2023, 62% das campeãs de Masters 1000 femininos tinham menos de 25 anos, sinalizando a renovação do circuito. Rybakina, com média de 11 aces por partida no saibro, lidera o ranking de serviço potente, segundo levantamento do Conselho de Tênis Feminino publicado em março.
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