Miami/EUA - A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) apresentará neste fim de semana, no GP de Miami, mudanças pontuais no regulamento de 2026, mas os pilotos liderados por Alexander Wurz alertam que a segurança ainda não está “no ponto” após o acidente de Ollie Bearman no Japão.
- Em resumo: Regulamento ganha retoques, porém risco de “superclipping” mantém grid em alerta.
Por que o “superclipping” voltou ao centro do debate
O termo descreve a perda repentina de potência híbrida, gerando diferenças de velocidade perigosas. Foi exatamente o que colocou Bearman na grama de Suzuka antes de atingir o muro. De acordo com a FIA, os novos artigos tentam limitar esse pico, mas sem mexer nos motores já homologados para 2026.
Embora a limitação de torque adicional seja um passo, a GPDA argumenta que a janela de recuperação de energia elétrica continua larga demais em retas longas, cenário frequente em circuitos como Jeddah e Las Vegas.
“Ainda não chegamos lá, mas, no geral, as mudanças são um passo na direção certa”, declarou Alexander Wurz ao jornal austríaco Krone.
O que muda já em Miami e o que fica para 2027
Os chefes de equipe votarão a inclusão de sensores extras no MGU-K para identificar o corte súbito de potência. Se aprovados, os dados passarão a ser monitorados em tempo real pelo controle de prova.
Histórico recente mostra que ajustes de meio de temporada costumam surtir efeito: em 2022, quando o efeito solo provocou quicadas severas (o “porpoising”), um adendo técnico reduziu as oscilações em 32%, segundo levantamento da própria FIA. A entidade espera impacto parecido agora, embora fornecedoras como Red Bull Powertrains já estudem atualizar componentes internos quando a janela de desenvolvimento reabrir em 2027.
A discussão também esbarra no teto orçamentário de US$ 135 milhões. Qualquer liberdade para trocar peças híbridas precisa caber no limite — ponto defendido por equipes de meio de pelotão que temem disparidade de gastos.
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