Faenza, Itália – O neozelandês Liam Lawson soou o alarme na Racing Bulls ao relatar, recentemente, que o modelo VCARB 03 passou a “devorar” bateria justamente nos trechos em que deveria ganhar tempo, comprometendo suas voltas de classificação na temporada 2026 da Fórmula 1.
- Em resumo: excesso de consumo elétrico nas curvas faz o carro perder velocidade na reta final.
Entenda o desequilíbrio entre curva e potência
Com as últimas atualizações aerodinâmicas, a equipe ganhou downforce, mas também elevou a demanda por energia elétrica. De acordo com o regulamento técnico da FIA, cada piloto dispõe de 4 MJ por volta provenientes do MGU-K; se a liberação for exagerada nas curvas, sobra pouca potência híbrida para as retas.
Lawson afirma que a Racing Bulls ainda não encontrou a calibragem ideal do software que controla essa entrega, algo que escuderias de ponta enfrentam há anos, mas que só agora bateu à porta da equipe italiana.
“Muitas vezes você é mais rápido nas curvas, mas acaba sendo mais lento na volta porque usou mais bateria, e encontrar esse equilíbrio é bastante difícil”, relatou o piloto.
Por que isso afeta o grid e o campeonato
Segundo dados históricos da F1, perder 0,2 s na reta principal pode custar até três posições em circuitos de alta velocidade, impactando diretamente a estratégia de corrida. Desde que o VCARB 03 recebeu o pacote aerodinâmico no GP do Japão, Lawson viu sua média de largada cair de P9 para P13.
Para analistas, a Racing Bulls precisa mapear zonas de recarga mais agressiva nos freios e limitar o torque elétrico nas saídas de curva. Caso contrário, corre o risco de ficar fora do top-10 no Mundial de Construtores, algo que não acontece desde 2023.
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