BUENOS AIRES - Um mar de 600 mil pessoas tomou as avenidas de Palermo quando Franco Colapinto acelerou um Lotus E20, reacendendo a chama da Fórmula 1 na Argentina, fora do calendário desde 1998.
- Em resumo: Demanda popular atinge patamar inédito e coloca pressão sobre a F1 para recolocar o país no roteiro de 24 GPs.
Show de velocidade vira argumento irrefutável
Com o motor Renault V8 a quase 18 000 rpm, Colapinto fez duas exibições cheias de burnouts e encerrou com o carro em chamas, prometido “de propósito” para o delírio da multidão. Segundo a Fórmula 1, cada etapa movimenta em média US$ 200 milhões na economia local, dado que virou munição imediata para políticos e patrocinadores argentinos.
No mesmo circuito improvisado, o piloto guiou uma réplica do lendário Mercedes W196 de Juan Manuel Fangio, costurando o passado vitorioso ao presente ambicioso do país.
“Nós merecemos voltar ao calendário e ter uma corrida novamente”, declarou Colapinto, sob aplausos que ecoaram por quadras.
Por que o retorno interessa tanto
A última vez que a categoria correu em Termas de Río Hondo foi em 1998. Desde então, o turismo esportivo cresceu 74 % na América Latina, de acordo com projeção da Organização Mundial do Turismo. Eventos como o GP de Miami injetaram US$ 350 mi na economia local em 2022, segundo estudo da Deloitte, reforçando o apelo econômico da proposta argentina.
Autoridades de Buenos Aires já sinalizam a intenção de adaptar o Autódromo Oscar y Juan Gálvez às exigências atuais da FIA, estimando obras de R$ 550 milhões. A Alpine, equipe de Colapinto desde 2025, apoia a iniciativa, vendo no piloto um embaixador natural para abrir mercado no Cone Sul.
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Crédito da imagem: Divulgação / XPB Images