Rio de Janeiro/TV Globo – A reexibição de “Além do Tempo”, que volta à tela nesta segunda-feira (27), reacende a curiosidade sobre os cenários que fizeram o público viajar do século XIX aos dias atuais sem sair do sofá.
- Em resumo: Casarões preservados no interior fluminense e vinhedos centenários do Rio Grande do Sul compõem a “fictícia” Campobello.
A caçada por locações que parecem congeladas no tempo
Para criar a aura de época, a produção garimpou cidades históricas de Vassouras e Rio das Flores, no Vale do Café. As construções coloniais serviram tanto ao convento que abrigou Lívia quanto ao palacete da Condessa Vitória. Segundo dados do IMDb, mais de 60% das cenas externas da primeira fase foram captadas nesses dois municípios.
No extremo Sul, São José dos Ausentes e Garibaldi ofereceram vinhedos, neblina constante e traços da imigração italiana – combinação perfeita para a fictícia Campobello. A região, hoje rota de enoturismo, abriga parreirais plantados no fim do século XIX, período retratado na trama.
“Queríamos que o telespectador sentisse cheiro de terra molhada e madeira antiga”, revelou à época o diretor Rogério Gomes.
Por que esses cenários importam (e movimentam dinheiro)
A aposta em locações reais não só elevou o realismo, mas impulsionou o turismo cultural. Dados do Ministério do Turismo indicam que cidades que servem de set de novelas registram, em média, aumento de 20% na visitação no ano seguinte à exibição.
Além disso, a estratégia dialoga com o momento do mercado audiovisual. O Brasil fechou 2023 com investimento recorde de R$ 3,9 bilhões em produções seriadas, segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine), reforçando a competição por cenários icônicos que atraiam o público global de streaming.
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Crédito da imagem: Divulgação