Madri, Espanha – Aos 34 anos, a checa Karolína Pliskova carimbou vaga nas quartas de final do Mutua Madrid Open 2026 e, de quebra, cravou um recorde: nenhum tenista com ranking tão baixo – ela é a nº 197 da WTA – havia ido tão longe no torneio desde a sua criação, em 2009.
- Em resumo: Pliskova derrubou Solana Sierra por 6-4 e 6-3 e superou a marca que pertencia à romena Patricia Maria Țig, então nº 134 em 2016.
Como a zebra aconteceu
Em pouco mais de 1h20 de partida na Caja Mágica, a ex-número 1 aproveitou 75% dos pontos com o primeiro saque e quebrou a argentina três vezes. O desempenho confirma a curva ascendente que a levou a somar, nas últimas seis semanas, 14 vitórias e apenas três derrotas, segundo dados da WTA.
A consistência da veterana contrasta com a temporada irregular que a deixou fora do top 100 em janeiro, após lesões recorrentes no punho.
“197 – Karolina Pliskova tornou-se a mais baixa ranqueada a chegar às quartas do Madrid Open desde 2009. Resurgence.” – OptaAce, 27/04/2026
Por que o feito importa
Desde que o torneio passou a integrar o circuito Premier Mandatory, apenas atletas dentro do top 150 alcançaram as fases decisivas. O piso de saibro rápido espanhol costuma favorecer jogadoras agressivas, mas o histórico mostra que 87% das semifinalistas desde 2010 estavam no top 50, de acordo com levantamento do portal Tennis Abstract.
Para Pliskova, a campanha em Madri pode render até 215 pontos no ranking – suficiente para recolocá-la entre as 130 melhores e praticamente garantir entrada direta em Roland Garros sem depender de convite, respeitando o limite de 128 vagas na chave principal.
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