FIA - A federação internacional confirmou, na última semana, que manterá a potência integral prevista para os novos motores híbridos da Fórmula 1 a partir de 2026, frustrando a proposta de diminuir a carga elétrica e alterando o tabuleiro estratégico das equipes.
- Em resumo: Redução de potência foi rejeitada antes do GP de Miami; divisão 50/50 entre motor a combustão e elétrico continua.
Por que a energia elétrica virou dor de cabeça
O pacote técnico de 2026 dobra a contribuição da parte elétrica para cerca de 350 kW, exigindo gestão de bateria muito mais agressiva. Segundo a própria federação, o desafio de recuperar energia nas frenagens cresceu porque a aerodinâmica evoluiu: carros freiam menos e geram menos carga de regeneração.
Na prática, isso aumenta o risco do chamado “superclipping” — quando a bateria se esgota antes do fim da volta, comprometendo desempenho e segurança.
“Quando você impõe uma divisão percentual entre energias elétrica e de combustão, o gerenciamento fica mais complicado”, explicou Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA.
Contexto histórico e o impacto para 2026
Desde 2014, a Fórmula 1 opera com unidades híbridas V6 1.6 L. O ciclo de 2026 prevê combustível 100% sustentável e aumento de até 50% no uso de energia recuperada, mantendo a potência combinada em torno de 1.000 cv. Qualquer corte agora exigiria unanimidade das escuderias, algo politicamente improvável.
Além disso, a indústria automobilística civil aposta nesses desenvolvimentos: só em 2023, segundo a Anfavea, 17% dos veículos vendidos no Brasil já eram híbridos ou elétricos, reforçando a relevância mercadológica da tecnologia testada na F1.
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